Mostrando postagens com marcador cinema italiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema italiano. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Noites de Cabíria


Noites de Cabíria foi realizado pelo célebre Federico Fellini em 1957, antes de suas obras mais grandiosas como Amarcord(1973) e Satyricon(1969), no entanto foi rodado em preto e branco. O longa foi roteirizado pelo próprio diretor em parceria com Pier Paolo Pasollini,e Cabíria do título interpretada por sua esposa na época Giuleta Massina.

Massina, em atuação visceral interpreta uma prostituta pobre, que mora no subúrbio de Roma afirmando sempre o orgulho de ter sua casa própria. Pelos olhos do espectador, a vida da personagem é de uma tristeza imensa, mas que ela sempre consegue manter dúbia, variando suas diferentes sensações e extravasando alegria e tristeza, conformismo e desgraça.

Fellini também inclui aqui a crítica social sempre tão presente em sua obra, nesse caso específico relatando a machista sociedade italiana e criticando o clero, que no contexto utlizado é totalmente ambíguo.

É interessante também observar que o diretor inclui outros tipos de arte dentro de sua própria, como a dança das mulheres negras no restaurante que Cabíria vai junto do ator famoso e o teatro mundano, onde a prostituta protagoniza a mais bela cena do filme. Durante a hipnose revela toda sua carência e fragilidade.

Spoiler: Com uma personalidade forte, mas uma inocência muito sensível, Cabíria termina o filme ainda mais humilhada do que começou, mas mesmo destroçada e cheia de melancolia esboça uma esperançoso sorriso. Noites de Cabíria ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1958.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

SALÓ OU 120 DIAS DE SODOMA


Não é de se estranhar que pouco tempo depois de realizar Saló ou 120 dias de Sodoma(1975), o diretor Pier Paolo Pasolini tenha sido brutalmente assassinado por um michê. A morte do realizador parece estar incrivelmente ligada a sua última obra, sem dúvida a mais perturbadora de sua carreira.

Em Saló, Pasolini costurou histórias do Marques de Sadê ao fascismo italiano. O resultado disso é um filme extremamente perturbador e explícito. Em uma pequena província, alguns homens podersos recrutam jovens moças e rapazes para realizar os mais grotescos tipos de orgia.

Dividido em três ciclos, da mania, da merda e do sangue, o diretor explora o lado mais subversivo e perverso do sexo não poupando na escatologia. É preciso estômago para assistir até o final, já que cada ciclo vai se superando em violência.

O mais interessante no trabalho do diretor italiano é que sua obra é aberta a diversos tipos de interpretação, aqui por exemplo o sexo além de ser extremamente chocante também serve como metáfora para a dominação de classes.