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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

SEDE DE SANGUE


Dirigido por Park Chan-wook da trilogia da vingança, o terror coreano Sede de Sangue(Thirst) na verdade oscila entre gêneros. Passeia pelo romance, drama, suspense e é claro, o terror oriental com muita carnificina.

Sang Hyeon(Song Kang-Ho, de O Hospedeiro) é um padre que cansado de sua monótona rotina acaba se inscrevendo para uma experiência, onde todos os voluntários anteriores morreram, ele porém acaba desenvolvendo um tipo de vampirismo.

O vampiro porém tenta ser 'políticamente correto' e não matar, roubando apenas sangue de bancos de sangue ou de pacientes em coma. Mas a perdição chega junto a sexualidade, representada pela amiga de infância Tae-Joo, a verdadeira tentação para esse padre.

Sede de Sangue é mais uma bela obra vampirística e que se destaca na cena da vampiromania, porém todo essa mistura feita por Park Chan-Wook dá uma certa desandada e a sensação de que se o longa tivesse 30min a menos teria encontrado seu ponto ideal.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O HOSPEDEIRO


Que bela, ou melhor, monstruosa surpresa esse sul-coreano O Hospedeiro. O longa de ficção científica/terror dirigido por Boong Jon-Ho consolida a Coréia do Sul como um poderoso polo de cinema, embora tenha me remetido aos japoneses Jaspion e Godzila.

Inspirando-se em um incidente real ocorrido no país, o filme começa quando um cientista americano resolve liberar no rio Hahn uma substância altamente tóxica gerando uma criatura aquática mutante.

Muito além do entretenimento puro, o longa também cumpre muito bem a função de crítica-social contra a poluição, o governo e até mesmo os norte-americanos. O herói, é na verdade um anti-herói que acompanhado de sua família se propõe a tudo para salvar a filha sequestrada pelo monstro.

Descobri na programação do Telecine Cult e gostei muito. Um legítimo e original filme de monstro com muitas doses de suspense, drama e um pouco de humor 'negro' oriental.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

sou um ciborgue, mas okey!


O diretor coreano Park Chan Wook, autor da fenomenal Trilogia da Vingança(OldBoy, Lady Vingança e Sr. Vingança) alivia um pouco a agressividade nesse I'm Cyborg but that's ok, filme que surge muito mais leve, mas ainda assim carregando complexidade.

A história se passa em um manicômio, o que já explica muita coisa. A jovem Young-Goon vai parar na clínica por crer que é um ciborgue, lá acaba conhecendo vários outros reclusos, e suas particularidades, se interessa especialmente por Park IlSun, um jovem que acredita roubar a alma das pessoas.

Apesar do roteiro ser bem interessante, o que se sobresai é o visual video-cliptico à la Michel Gondry. Tudo é belo, colorido e surrealista. É uma fusão entre linguagens do Oriente com o Ocidente e que acaba dando muito certo.