sexta-feira, 8 de agosto de 2008

my little Runaway


Saiu o terceiro clipe do novo disco do Ladytron, Velocífero(que já comentei aqui). A música escolhida foi uma das minhas preferidas Runaway, e o vídeo é um mergulho em listras preto e branco. Achei bem digno.
Ladytron-Runaway (Myspace Exclusive)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Be Your Own Pet lança clipe de despedida

O Be Your Own Pet, bandinha rock de garagem que decretou seu final oficialmente essa semana, lançou clipe novo pra marcar a despedida. A música escolhida foi Becky, um rockzinho meio anos 60, que foi barrado pela gravadora de entrar no disco “Get Awkward” por ser considerada violenta demais. A resposta a censura está agora no vídeo que de violento pode não ter nada, mas marca o encerramento prematuro da banda formada em 2003 e que só lançou dois discos em sua curta carreira.


Via Sub Som.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

sou um ciborgue, mas okey!


O diretor coreano Park Chan Wook, autor da fenomenal Trilogia da Vingança(OldBoy, Lady Vingança e Sr. Vingança) alivia um pouco a agressividade nesse I'm Cyborg but that's ok, filme que surge muito mais leve, mas ainda assim carregando complexidade.

A história se passa em um manicômio, o que já explica muita coisa. A jovem Young-Goon vai parar na clínica por crer que é um ciborgue, lá acaba conhecendo vários outros reclusos, e suas particularidades, se interessa especialmente por Park IlSun, um jovem que acredita roubar a alma das pessoas.

Apesar do roteiro ser bem interessante, o que se sobresai é o visual video-cliptico à la Michel Gondry. Tudo é belo, colorido e surrealista. É uma fusão entre linguagens do Oriente com o Ocidente e que acaba dando muito certo.

Brazilian Girls lança terceiro disco


O Brazilian Girls, que de brasileiro tem alguma influência de bossa nova e uma parceria com Bebel Gilberto, e que de garotas só tem a vocalista Sabina Sciubba, está lançando disco novo. O trabalho que leva o mesmo nome da cidada natal da banda New York City está permeado por tango eletrônico e chill out, características que marcaram os álbuns anteriores "Brazilian Girls"(2005) e "Talk to la Bomb"(2007).

Duas faixas homenageiam cidades, a que abre o disco St. Petesburg, e Berlin, onde Sabina recebe a Dietrish e canta com sotaque alemão uma música vintage, estilo Cabaré. O espanhol também está presente na ótima Ricardo e na mística Mano de Dios. O disco no geral faz uma grande brincadeira com idiomas, um passeio pela Torre de Babel. A melancólica L'interprete por exemplo, é cantada em francês.

Losing myself, é a mais animada do disco, caberia bonita numa pistinha de dança. Good Times também marca esse momento mais alegrinho do álbum. Para o Brasil está reservada a faixa Internacional, a mais influenciada pela música de nosso país, e que cita Salvador da Bahia e Rio.

Teresa e o Aquário


Na última sexta-feira, 1º, rolou no DAD em Porto Alegre um Workshop do espetáculo Teresa e o Aquário, que tem estréia prevista para dezembro no Theatro São Pedro. Juntos, pela manhã assistimos a uma série de performances que mais tarde serviria de base para a oficina de Teatro coordenada pelo encenador João de Ricardo. Respirávamos em nossos balões de oxigênio o mesmo ar e voltávamos a infância, época em que vivemos intensamente nossas brincadeiras e passamos a crer piamente nelas. As projeções nas paredes serviram de apoio para nos transportar a universos aquáticos e estéticos e o auxílio de alguns objetos nos levavam a coisas abstratas e irreais, fita crepe amarrada no corpo, virou cordão umbilical ou tentáculos, por exemplo. Teresa e o Aquário é um projeto líquido, que vai se modelando de acordo com as vivências de seus realizadores, e essa sem dúvida foi uma experiência inclusa nisso. Dentro desse aquário, cada participante da oficina pôde experimentar sensações, ganhar novas vidas e transcender o mundo exterior. O novo espetáculo da Cia. Espaço em Branco(Andy/Edie, Extinção) coloca novamente juntos em cena Sissi Venturin e Lisandro Belotto, que anteriormente interpretaram o casal Edie Sedgwick e Bob Dylan. O projeto também tem um blog onde podem ser encontradas mais informações. Depois de estar de certa forma dentro disso tudo me resta agora, aguardar ansioso pela estréia nos palcos.

*foto by Bruno Gularte Barreto

terça-feira, 5 de agosto de 2008

via láctea


A Via Láctea* é uma colcha de retalhos que só se costura no desfecho. Um filme sobre casais, sem se comprometer com uma narrativa certinha, e que em certo momento me lembrou a loucura de Eu sei que vou te amar, de Arnaldo Jabor. Marco Ricca e Alice Braga interpretam um casal em conflito, após uma briga no telefone ele tenta alcançá-la, mas as indas e vindas da história os levam a diversos momentos de seu relacionamento. O pano de fundo para isso tudo é o caos da metrópole São Paulo. Dirigido por Lina Chamie o filme agora está disponível nas locadoras.

*A Via Láctea também é nome de um filme de Luis Buñuel, diretor homenageado no mês no forum Making Off e que breve homenagearei aqui também.

novo clipe do Yelle: Ce Jeu

Depois de duas versões para o hit A Cause des Garçon e de Ye Veu tu voir, o Yelle, banda de electro francesa, lança o clipe de Ce Jeu, terceiro single de seu álbum de estréia Pop Up. O video mais uma vez está marcado pela extravagância em óculos e máscaras e listras em branco e vermelho chegam a lembrar um pouquinho os rockeiros do The White Stripes.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

novos clipes de duffy e lykke li

As duas são revelações do mundo POP. Duffy vem causando alarde com seu hit Mercy e lança agora o vídeo de Stteping Stone, música de Jimi Hendrix que regravou e foi escolhida como terceiro single. Já a segunda é sensação do público pop mais altenativo com sua voz doce e quase infantil, ela lança o clipe de Breaking it up, uma das melhores músicas de seu disco de estréia.



Imagens não morrem nunca, capitão!


No dia 08/08/08 chega aos cinemas A Encarnação do Demônio, última parte da trilogia iniciada por Zé do Caixão, personagem vivido por José Mojica Marins em A Meia noite levarei sua alma(1964) e Esta noite encarnarei no teu cadáver(1967).

Este foi o primeiro longa de Mojica desde 1986, quem espera uma coisa mais tosca e artasenal pode se surpreender, A Encarnação do Demônio tem uma bela produção e uma bonita estética dentro do que se propôe aliada ao folclore brasieiro. Depois de 40 anos preso em um manicômio, Zé é posto em liberdade e volta a horripilar a cidade de São Paulo com muitos banhos de sangue, olhos furados, bichos nojentos, peitos de fora e visitas transcendentais.

É bom ver o nível que chega o trabalho de Mojica junto de uma equipe super competente, apesar do filme se tornar repetitivo algumas vezes, são poucos os momentos descartáveis. O gaúcho Denison Ramalho é um dos responsáveis pelo elenco e também por juntar sua marca a de Mojica. É insano sim, sádico, cheio de coisas grotescas que podem revirar os estômagos mais sensíveis. Mas nesse gênero pouco explorado no cinema nacional, é terror como nunca se viu antes.

No elenco, fica marcada a participação de Jece Valadão em seu último filme, e que não pode ser concluída, o sósia americano de Mojica também surpreende pela semelhança, a recriação dos filmes antigos de Zé, se parecem muito com os originais. Tem ainda o lendário teatrólogo Zé Celso Martinez numa espécie de "guia espiritual" se assim pode ser chamado, de Zé.

Prepare o estômago, ria para não se escabelar, e corra até ao cinema mais próximo para assistir "A Encarnação do Demônio" porque como diz o próprio Jozefel "Imagens não morrem nunca, capitão".


na foto: Bruno Barreto(o homônimo), eu, Mojica e João de Ricardo na pré-estréia do filme que rolou no Santander Cultural em POA.

domingo, 3 de agosto de 2008