
Vinte anos se passaram desde que
Lars Von Trier filmou para a televisão dinamarquesa sua versão de
Medéia, uma das tragédias gregas que mais preserverva impacto até hoje. O diretor, marcou boa parte da sua carreira pelas heroínas trágicas, vide
Emily Watson em
Ondas do Destino,
Bjork em
Dançando no Escuro, e
Nicole Kidman em
Dogville. Mas essa Medéia televisionada, interpretada por
Kirstein Olesen, é sem dúvida um laboratório que acaba resultando em todas essas outras e em sua filmografia quase sempre impecável.
O diretor usou de técnicas interessantes de montagem, e de efeitos com chroma key, o que dá ao filme um ar moderno para a época. A história se passa rapidamente, tem pouco mais de uma hora, aproveitando o conhecimento prévio do público acerca da tragédia, ao contrário da versão italiana de
Pasolini protagonizada por
Maria Callas, que é um filme mais extenso e de bem mais difícil digestão.