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sábado, 22 de novembro de 2008

TOP 10 BUÑUEL

Encerro a semana Luis Buñuel com meu Top 10 filmes preferidos do diretor.

1 - O Anjo Exterminador(México, 1962)
2 - A Bela da Tarde(França, 1967)
4 - Os Esquecidos(México, 1950)
5 - Viridiana(México, 1961)
6 - Esse Obscuro objeto de desejo(França, 1977)
7 - Diário de uma camareira(França, 1964)
8 - Ensaio de um Crime(México, 1955)
9 - O Alucinado(Espanha, 1952)
10 - Tristana(França, 1970)

HOUR CONCOURS

O CÃO ANDALUZ(UN CHIEN ANDALOU, 1928)
O primeiro filme de Buñuel O Cão Andaluz é um curta com cerca de 20min feito em parceria com Salvador Dalí. É uma das obras mais surrealistas já realizada pelo cinema e tem como símbolo a cena de um olho cortado por uma navalha.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Le Journal d'une Femme de Chambre


Diário de uma camareira, foi o primeiro filme realizado por Buñuel na França, em 1964 e é refilmagem de Segredos da Alcova(1946) do também mestre Jean Renoir. Cheio de peculiaridades, o filme abusa de metáforas para costurar suas cenas.

Celestine,a camareira do título é interpretada pela diva do cinema francês Jeanne Moreau, ela é a condutora de uma forte crítica ao sistema e a instituição conhecida como família. Buñuel aborda temas tabu, como o fetichismo e a pedofilia.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

SEMANA BUÑUEL

O DISCRETO CHARME DA BURGUESIA(França, 1972)

Este filme ganhou o Oscar de Filme Extrangeiro em 1973, e isso foi um feito grande para Buñuel, que sempre fez questão de manter suas origens surrealistas.
O Discreto Charme da burguesia em certas cenas é disconexo, mas tudo dentro da narrativa buñuelesca acaba ganhando sentido. É um filme sedutor e que mais uma vez aborda a sordidez da alta sociedade.

VIRIDIANA(México, 1961)

Takes genias, cenas absurdas e uma grande atuação de Silvia Pinal. Viridiana, é uma noviça que às vésperas de fazer os votos desperta a luxúria em seu tio Don Jaime, que tenta estuprá-la. Quando recebe a notícia do suicídio do tio está a caminho do convento e decide voltar para servir os mendigos que rodeiam a casa. Começa então uma dilascerante e sutil crítica a sociedade.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Belle de Jeur


Um dos mais cultuados filmes de Luis Buñuel, A Bela da Tarde(1967), integra sua fase francesa. Severine, interpretada por Catherine DeNeuve, é uma mulher rica, sofisticada porém infeliz e frígida em seu casamento. A moça encontra em um bordel a porta para suas fantasias e assim então se sentir mais realizada como mulher. Ambíguo, insinuante, clássico, são apenas alguns adjetivos para descrever mais essa obra prima do cinema de Buñuel.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

ENSAIO DE UM CRIME(MÉXICO, 1955)


Ensaio de um crime além de ter o sempre presente lado crítico de Luis Buñuel, e de mostrar toda uma série de elementos bastante usados pelo diretor também conta com doses bem significativas de humor negro.

A história fala de Archibaldo, um homem completamente perturbado , interpretado por Ernesto Alonso, que quando criança viu sua babá morrer e pensou que a morte tinha sido causada pelo seu desejo ao fazer funcionar uma caixinha de música "mágica". Muitos anos mais tarde Archi encontra a tal caixinha num antiquário e a compra, trazendo então de volta a tona o seus desejos mórbidos de matar mulheres, ao mesmo tempo que também vê nisso algo totalmente sexual.

Assim como em O Cão Andaluz, Buñuel também faz a figura da navalha presente todo o tempo, quase como algo fetichista. O humor negro, escrachado está nas tentativas frustradas de Archibaldo em matar mulheres, ele deseja muito, mas sempre falha de uma maneira ou outra.

Uma curiosidade, Pedro Almodóvar, usou alguns momentos de Ensaio de um Crime para costurar cenas de seu longa Carne Trémula, o diretor declarou que Ensaio é um de seu filmes preferidos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O ANJO EXTERMINADOR


Este foi o último filme da fase mexicana de Luis Buñuel, lançado em 1962, é considerado uma de suas mais complexas obras. O longa conta a história de um grupo de burgueses que se reunem na mansão de um casal para jantar, todos por uma razão desconhecida acabam ficando presos no lugar, aparentemente não existe nada que os impeça de sair, eles apenas não conseguem ir embora.

Em meio ao enclausuramento e devido a falta de recursos e comida, os ricassos que até então mantinham uma postura elegante vão deixando cair suas máscaras e mostrando o seu verdadeiro 'eu'. Junto a O Discreto Charme da Burguesia, seu filme posterior, é a obra do diretor que mais critica a elite, mostra o ser se tornando cada vez mais irracional e agindo com egoísmo e violência.

Aqui a forma narrativa é feita de maneira convencional, diferente de O Cão Andaluz por exemplo, embora em O Anjo também haja elementos do primeiro filme de Buñuel, como uma certa mão sem corpo que perambula pela casa. O aspecto mais inteligente da narrativa é a repetição de fatos e imagens que acontece diversas vezes, no entanto a principal repetição do filme é o momento final, onde os convivas, por mero acaso reproduzem as mesmas posições em que tinham na noite que o enclausuramento se iniciou.

O Anjo Exterminador é também recheado pelas chamadas "obesessões buñuelianas", onde o diretor coloca aqueles seus elementos já tão característicos, a paixão do homem mais velho pela jovem por exemplo, aqui ela fica mais subentendida em uma subtrama, não é tão explícita quanto em Viridiana ou Tristana, mas mesmo assim se faz bastante presente.

Mesmo mostrando a maioria de seres ingratos e que gostam de pisotear a sociedade sem piedade, O Anjo Exterminador tem sua heroína, que é representada pela atriz Silvia Piñal, Leticia a moça virginal e que será a peça chave no desfecho da trama. Com essa personagem Buñuel mais uma vez faz sua crítica ao clero.

Um filme como O Anjo Exterminador não é uma fábula que se conclui com "moral da história", nem um enigma que se permite apenas a uma resposta. É uma articulação precisa entre enredo narrativo e imagens isoladas. Daí a complexidade de sua história, das charadas que nos são impostas, e que na maioria das vezes ficam intactas.

SEMANA SURREALISTA


Retomando a série sobre Diretores, essa semana irei homenagear Luis Buñuel de quem admiro muito a obra. Buñuel foi um dos precursores do chamado cinea surrealista quando realizou nos anos 20 ao lado de Salvador Dalí o curta O Cão Andaluz. Nascido na Espanha, sua carreira foi marcada por três fases, a espanhola, mexicana e francesa.

FILMOGRAFIA
Un Chien Andalou (1928) ("Um Cão Andaluz")
L'Âge d'Or (1930) ("A Idade do Ouro")
Las Hurdes [doc] (1933) ("As Hurdes")
¿Quién Me Quiere a Mí? (1936)
Gran Casino (1947)
El Gran Calavera (1949)
Los Olvidados (1950) ("Os Esquecidos")
Subida al Cielo (1951) ("Subida ao Céu")
Una Mujer Sin Amor (1951)
Susana (1951)
La Hija del Engaño (1951)
El Bruto (1952)
Él (1952) ("O Alucinado")
Robinson Crusoe (1953)
Abismos de Pasión (1953) ("Escravos do Rancor")
La Ilusión Viaja en Tranvía (1953) ("A Ilusão Viaja de Trem")
El Río y la Muerte (1954)
Ensayo de un Crimen (1955) ("Ensaio de um Crime")
La Mort En Ce Jardin (1956)
Cela S'Appelle L'Aurore (1956)
Nazarín (1958)
La Fièvre Monte à El Pao (1959)
Joven ou The Young One (1960)
Viridiana (1961)
El Ángel Exterminador (1962) ("O Anjo Exterminador")
Le Journal d'une Femme de Chambre (1964) ("O Diário de uma Camareira")
Simón del Desierto (1965)
Belle de jour (1967)
La Voie Lactée (1969) ("Via Láctea")
Tristana (1970)
Le Charme Discret de la Bourgeoisie (1972) ("O Charme Discreto da Burguesia")
Le Fantôme de la Liberté (1974) ("O Fantasma da Liberdade")
Cet Obscur Objet du Désir (1977) ("Esse Obscuro Objecto do Desejo")