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quarta-feira, 6 de junho de 2012

NA VITROLA

Elegendo os discos que tenho ouvido últimamente.

Filipe Catto - Fôlego

Talvez o gaúcho de Lajeado nem lembre, mas até já trabalhamos juntos em um tempo longínquo. Seu disco Fôlego é um dos meus preferidos do momento, há versões incríveis para Reginaldo Rossi, Cachorro Grande e Apanhador Só, mas também há belíssimas composições próprias. É para curtir os meus momentos de foça, e para aliviar há a animada Johnny, Jack & Jamenson. Não a toa vêm tido como um novo grande da MPB com timbre comparado a Elis Regina e Ney Matogrosso. Tá?

Scissor Sisters - Magic Hour


As irmãs tesoura estão de volta com Magic Hour, um de seus melhores discos até aqui. O primeiro single lançado, Shady Love com parceria da “nova Nick Mnaj” Azelia Banks não me empolgou tanto assim. Mas as outras faixas são só alegria com destaque para Baby come home to me, último single lançado, Only the Horses e San Luis Obispo, minha favorita.

The Gossip - A Joyful Noise

Tá certo que este não é o melhor disco do The Gossip, e está há anos luz distante de Music for Men lançado em 2009, mas nada impede que eu ouça e ainda assim goste muito. Entre minhas preferidas estão Move in the right direction, uma das menos agressivas, Perfect World e Get Job.

Garbage – Not Kind of People



E o Garbage finalmente voltou. Os vocais intensos de Shirley Manson permeam todas as faixas que fazem relembrar o restante da carreira da banda, mas isso é ruim? Claro que não, é o mesmo Garbage noventista que amamos. Entre as canções que mais se diferencia do restante do álbum está Automatic Systematic Rabit, com sintetizadores e tudo mais.

Norah Jones – Little Broken Hearts


Aqui está o álbum que marca uma virada na carreira de Norah Jones. A cantora nos apresenta uma nova faceta de sua bela voz e produzida por Danger Mouse mostra que pode sim passear por entre gêneros. Say Goodbye e Happy Pills são minhas preferidas em meio a tantas outras boas. Com um empurrãozinho do produtor a cantora busca uma criatividade melódica com pitadas de soul.

domingo, 25 de outubro de 2009

CANTRIZES


Beyoncé ainda não chegou lá, mas aos poucos vem consolidando uma carreira de atriz. A prática de artistas que cantam, dançam e representam não é de hoje e no cinema vem desde o tempos mais áureos, vide Marilyn Monroe, Doris Day, Marlene Dietrich e até a nossa Carmen Miranda.

Mas a incursão de cantoras no cinema nem sempre dá muito certo. A Rainha do POP por exemplo é marcada por diversos fracassos em sua carreira cinematográfica que conta com longas como Evita, Destino Insólito e Olhos de Serpente. Bem-sucedido pra mim apenas Who’s that girl de 1987.

Mariah Carey e Britney Spears são outras que não se deram muito bem, a primeira protagonizou o pavoroso Glitter e Spears não teve muito sucesso com seu Crossroads – Amigas para Sempre, mais um filme para adolescentes americanos.

E o que dizer das Spice Girls e o sofrível Spice World – O Mundo das Spice Girls? Ah, até que eu me divertia vendo esse filme nos anos 90 e cantando as músicas das garotas apimentadas.

Jennifer Lopez também se enquadra como cantriz. Aliás ela foi revelada no filme Selena, onde interpretou a cantora latina que foi brutalmente assassinada pela presidente de seu fã clube. Outro momento significativo foi no longa A Cela.

Tina Turner e Whitney Houston foram estigmatizadas pelos seus personagens em Mad Max e O Guarda Costas. Depois disso não emplacaram nenhum grande sucesso nas telonas.
A lista extensa ainda inclui os nomes de Cher, Jenniffer Hudson, Queen Latifah entre muitas outras. Já Scarlett Johansson e Juliette Lewis fizeram o caminho inverso, gravando discos depois de já terem uma consolidada carreira como atriz.

Leonor Watling, atriz espanhola de Fale com Ela tem uma banda chamada Marlango que mitura bossa com elementos latinos. Victoria Abril também dos filmes de Almodóvar gravou em 2006 um disco de bossa nova.

Norah Jones fez sua estréia em My Blueberry Nights de Wong Kar Wai e será novamente vista no inédito Wah do Dem.

Nicole Kidman e Uma Thurman também são atrizes que se viram muito bem quando é preciso cantar. Kidman emocionou o mundo com sua Satine do musical Moulin Rouge e Thurman surpreendeu em Os Produtores. Aliás Nicole Kidman é uma das protagonistas de Nine, novo musical do diretor Rob Marshall.

Mas se fosse pra escolher uma, só uma, eu ficaria com Bjork e a sua memorável atuação em Dançando no Escuro de Lars Von Trier.

terça-feira, 22 de abril de 2008

FILMES DO FERIADO

La Science des Reves(França, 2006)

Acho que o maior problema em se tornar um diretor renomado é a cobrança que passa a existir a cada novo filme. No caso, Michel Gondry vinha do arrebatador Brilho Eterno de uma mente sem lembranças, e todos esperavam a superação em seu novo longa, superação essa que não acontece. Mas vejam bem, gostei do filme, só acho que acabou sendo prejudicado em torno de tanta expectativa.

Dessa vez Gondry rodou no idioma de origem, o francês, e o roteiro ao contrário dos filmes anteriores é assinado por ele sozinho, e não mais por seu colaborador Charlie Kauffman, que faz falta. A idéia do filme é confundir sonho e realidade, e Gondry faz isso juntando ingredientes e técnicas que usou nos tempos de diretor de video-clipe(Chemical Brothers, Bjork, White Stripes, etc...).

No elenco o mexicano Gael García Bernal e a francesa Charlotte Gainsbourg vivem um romance que pouco convence mas que é valido por seu aspecto delirante e onírico. Um dos grandes momentos é quando o personagem de Bernal, canta a bela After Hours do Velvet Underground.

My Blueberry Nights(Hong Kong, China, França 2007)

A aguardada incursão do diretor de Hong-Kong Wong Kar Wai no cinema falado em inglês, também marca o debut da cantora Norah Jones como atriz. O diretor dos elogiados Amor a Flor da Pele e 2046 aposta mais uma vez na forma estética para construir seu filme. É talvez por estar pouco familiarizado com o Ocidente que o diretor acaba gerando uma certa estranheza no público.

Mesmo assim a fórmula adotada por Kar Wai é quase infalível, a do road movie, chega a lembrar um pouco o universo do cineasta Win Wenders. O visual e a trilha sonora empolgam. Em uma viagem pela América com o intuito de esquecer o amor que a rejeita, a personagem de Norah Jones viaja de NY onde larga o pretê Jude Law, pelo interior dos EUA, onde conhece personagens interessantes interpretados por Natalie Portman, Rachel Weiz e David Statheirn. Tem ainda outra cantora no elenco, a folk e fofíssima Cat Power.

O Orfanato(Espanha, 2007)

Dirigido pelo estreiante Juan Antonio Bayona e produzido por Guillermo del Toro(O Labirinto do Fauno, Hellboy), o suspense espanhol O Orfanato lembra bastante Os Outros (de Alejandro Amenábar) e A Espinha do Diabo(de Del Toro), e deveria servir de exemplo para Hollywood fazer bons filmes do gênero. Na história, um casal se muda junto do filho para a casa que foi o Orfanato onde a esposa(Belén Rueda, de Mar Adentro) cresceu.

É claro que fatos estranhos começam a acontecer. O filho se vê cercado de amigos imaginários, até que um dia desaparece, provocando assim uma busca frenética por parte da mãe. Tudo leva a crer que o sumisso está relacionado aos espíritos que habitam a casa. Bons sustos e muito mistério estão garantidos em um filme empolgante. No elenco ainda Edgar Vivar, o Seu Barriga do seriado Chaves, Fernando Cayo e Geraldine Chaplin.

ps: foi o melhor do feriado!

ps2: e viva o e-mule!